
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Amor em negrito

sábado, 28 de novembro de 2009
Bem vindo a revolução

O vento da primavera bate nas curtinhas do quarto de Sofia, agora a pouco. Com um ar de frustração que estava, começa a lembrar do que passou e decide aniquilar tudo.
Cartas, poemas, palavras sem nexos.
Sua pele branca como a maioria das inglesas, com um olhar de surpresa, ela senta em sua cama coberta com uma coxa floral, continua a observar o que tinha lhe chamado atenção. Um livro, livro então nunca visto, com uma dedicatória inigualável. Com os olhos encharcados de lagrimas, agora então deslizando em seu rosto, lendo cada palavra daquela escrita. Soltando seus cabelos lisos e claros, começa a queimar com uma fúria estupenda as palavras que pra ela, ainda sem nexos, por um simples fato de ser tudo mentira.
O pássaro raro pousa em sua janela e a diz - que todos os dias o sol levanta trazendo um NOVO dia, fantástico um mundo surge do nada. E ainda assim, existem pessoas entediadas! E o tal pássaro Raro voa.
Assustada com tudo, levanta lentamente, ajeitando sua camisola branca com babados, e se propõem a ir na janela onde ocorreu o fato, se abaixa e pega um papel deixado pelo pássaro...
“ Para que se deveria, em meio a grande ausência de limites, colocar a todo custo um limite qualquer? ” Jostein Gaarder.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dia Internacional de um idoso
Estou vendo um pouco embaçado, ouvindo quase nada, minha pernas doem. Não estou falando e as vezes peço com gemidos, para alguém me alimentar e matar a sede constante.
Cortinas floridas, ventilador de teto todo feito de madeira, um abajur, uma cômoda velha de madeira clara, esse é meu lar? Lembro quando enxergava o quadro negro da professora, que ainda dificultava com aqueles giz grossos. Ouvia os passos da minha mãe quando estava chegando perto do meu quarto, para me desejar uma boa noite e um doce beijo no final. Competi varias vezes das corridas com barreiras, que tinha na universidade, nem lembro mais de quantas medalhas ganhei. Depois de formado, morei em vários lugares do mundo, aprendi varias línguas e culturas. Engraçado falar nisso, sempre contava essas histórias para os meus filhos, eles adoravam saber de outros povos, outras culturas, depois comecei a contar para os meu netos, nossa adoravam também, mas depois começaram a não me ouvirem mais nem prestavam mais a atenção. Acho que até a minha mulher já estava enjoada de todas às vezes estava do meu lado quando as contava. Flor... Como a chamava, minha doce Flor, não me apaixonei por mais ninguém. Quando ela se foi meu mundo caiu, minha respiração não foi a mesma, meu coração desacelerou, meu sorriso diminuiu, mas até hoje aqui em cima dessa cama, sinto as borboletas nos rodeando, sinto o seu doce beijo, o coração saindo pela boca, a mão suada e o seu cheiro penetrando todo o meu ser. Hoje eu queria a minha vida escrita por alguém, mas de tanto não falarem mais comigo, aprendi a desaprender a falar, já não ouço e nem ando. Já - já se desligam as luzes, para que todos durmam... Essa é a hora que encontro com Flor, é a melhor hora. Tudo termina quando me acordam para dá um banho frio e me colocar novamente na cama. Não vejo a hora de NÃO acordar.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Curta no fim

Vendo o que passou ainda sentada nas areias de Ipanema, olhando para as luzes iluminando a Praça do Arpoador. Lembra das luzes de velas que viu os fieis devotando ao seu santo, dos cantos, das vontades, o empurra-empurra, os choros e as mãos para o céu.
Olhando para o chão e para os seus pés, sente como é bom ter tido essa experiência que achava que não existia, imaginou quando chegou de volta, contando para as suas amigas as grandes e empolgantes novidades e vendo que para elas não tinha a importância merecida e experimentada.
Voltando para casa, agora já bem escuro, abre a porta do seu Chambord, sentando com os pés para fora e tirando a areia deles com um lenço da mesma tonalidade do seu vestido. Acende um cigarro, liga o toca-fitas... "Oh my baby, just care for me". Ficou se questionando sobre essa verdades regionais que não tem muita explicação e não fazem nenhum sentido pra quem é de fora.
Para não ter preconceito, basta conhecer.
domingo, 16 de agosto de 2009
O deserto da vida.

A areia branca surgiu como lençóis finos e extensos, querendo cobrir o rosto do grande ponderador, aquele que fica na espreita dos lençóis gigantes do que parece ser ilimitado.
Nota-se que esses semelhantes lençóis te causarão frio, quando a lua estiver em oposição com o sol e te amarfanhar com os cristais miúdos.
Mas caminhas, pisando nesse solo agora claro, patente, seguindo um rumo já exposto e velejando no vendo asseado e promissor.
Seguindo a luz amarela, amarela esclerótica, essa o qual só um pode expor... o génio, o sol.
Por sua vez não ficaras como os Taurom, que ficam parados apanhando o sol durante as lides, segue a tua aptidão, não só busca a luz quando estiver carecido, lance-se nesses lençóis, mesmo que te machuquem, adquire essa experiência.
Quando sair desse ermo, veras que não precisava ter caminhado tanto para que jogasse a pequena garrafa com notáveis vaga-lumes, bastava jogá-los no lençol que no frontispício se formol.
Se sentir dificuldades de sair dele, escolha um dos dois elefantes que ganhei de um anjo, anjo o qual tem a mesma luz do grande astro, que esperarei vê-lo novamente, talvez na mesma mesa, com o mesmo cigarro, quem sabe seguindo o mesmo ritual singular ele volta.
A lua não estará todos os dias nesse seu deserto, mas não se receie, jogarei os vaga-lumes para te guiar na treva fria do crepúsculo.
E acredita nesse teu principiante, na veracidade dos sinais, mesmo que te falarem que tem um lindo jardim no meio desse breu, o jardim cultivado, melodioso, mas que sempre tem as suas folhas secas, que são encontradas raramente debaixo das árvores excessivamente altas... confie.
Esse jardim não é secreto, não tem chave, não é oculto, não precisa de palavras mágicas e não tem nenhum gigante a sua espera, ele fica no meio do deserto, é bem fácil de achar, é só seguir a grande luz amarela, e se sinta preparado para beber da água, falar com os bichos, pisar nas folhas secas e comer as frutas debaixo das árvores notáveis.
E quando puder passe na casinha lenhosa, que está pronta depois de ter passado por uma modificação de uma organização existente. Entre nela, encontrará um velho, com seus cabelos brancos, rosto obsoleto e inteligência rara. Explore-o, converse, pense em tudo que ele tem para te falar. Vai encontrar fraqueza no seu olhar, mas é da idade não ligue, ele estará sempre ao encontro do seu olhar e ficaras completamente hipnotizado.
Atreva-se e tenha uma boa jornada.

